É A Galiza um país de quenllas?

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É A Galiza um país de quenllas?

Desde o ano 2013 seguiu-se e analisado a inusual presença de juvenis de tintoreras ou quenlla azul ( Prionace glauca) na costa galega durante o período estival, sendo o ano 2018 no que se registou um maior número de citas chegando a 123 eventos correspondentes a mais de 200 quenllas.

Exemplar varado na praia de Aguieira. Fonte: CEMMA
A talha média destes exemplares resultou ser de 60 cm de comprimento total. No histórico dos últimos 3 anos foi o mês de agosto quando se concentram o groso das ocorrências. A distribuição dos registros de tintorera por todo o litoral galego entre os anos 2013 e 2018 pode-se ver no seguinte mapa. Os resultados preliminares foram apresentados (ver póster) no SIBIC 2018 (VII Congress of the Iberian Society for Ichthyology) com o intuito de dar a conhecer o projecto de seguimento a nível ibérico e cubir uma maior categoria geográfica; também se enviou um artigo à revista especializada em peixes ibéricos FISHMED.

Número de observação por mês e ano

É importante indicar que ainda que este último ano produziu-se um importante incremento, não tem porque estar necessariamente relacionado com uma maior presença desta espécie na costa, senão que pode dever-se a um possível “efeito chamada” tendo em conta a campanha de difusão levada a cabo desde a CEMMA, a equipa de Ecologia Azul e Tiburones na Galiza. Ademais, a maior presença de veraneantes ao longo da costa nessa época pode ser outra possível fonte de rumo.

Seguiremos reunindo dados para tentar compreender que é o que está a suceder e alcançar responder algumas perguntas sobre este interessante fenômeno que se está a dar estes últimos anos nas nossas costas.

Foto de portada de um exemplar achado na praça de Morouzos, proporcionada pelo CEMMA.

Artigo publicado por Ecoloxía Azul – Blue Ecology

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