O naufrágio do Santa Isabel em Sálvora (I)

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O naufrágio do Santa Isabel em Sálvora (I)

A ria de Arousa apresenta difíceis condições para a navegação, comparado com o resto de rias galegas, sobretudo a vela e para embarcações de verdadeira envergadura.

O arquipélago de Sálvora ademais de a ilha principal, está constituído por outras ilhas mais pequenas como Sagres, Noro ou Vionta. Ademais existem outros muitos illotes menores e baixíos tão perigosos como Asadoiros, Pedras Pardiñas, Touza Areia Mesa, Touza do Cabeceiro Grande, Pedras do Sargo, Pegar ou a filha da Pegar onde embarrancaría o buque “Santa Isabel”.

A memória colectiva dos vizinhos de Sálvora ficaria marcada @para sempre o 2 de janeiro do ano 1921. Essa noite producíuse o naufrágio e afundimento do buque correio de vapor “Santa Isabel”, que confundiu a sua rota devido a as adversas condições metereolóxicas, chocando com os baixíos face a o faro. Se bem o primeiro construira-se já em 1852, estavam-se a concluir as obras da nova infra-estrutura, que se inauguraria em esse fatídico ano de 1921, trás o naufrágio.

Este segundo faro enfrentaria uma profunda @reforma em 1958, instalando-se grupos electróxenos, baterias e um armazém, já que mudaram os combustíveis anteriormente empregados como azeite e petróleo. Hoje funciona com placas solares que proporcionam a energia eléctrica ( fotovoltaica) necessária.

O vapor “Santa Isabel” no momento do acidente levava 266 pessoas a bordo entre tripulantes e passageiros, acabando por se partir em dois antes de afundar-se.

O buque correio, vinha desde Bilbao, Santander e A Corunha para entrar em Vilagarcía e prosseguir até Vigo e logo a Cádiz para completar a passagem que se dirigiria logo a Argentina e Uruguai.

A primeira pessoa na ilha que se deu conta do que sucedia seria o torreiro, quem correria até a aldeia em demanda de auxílio.

A noite de o naufrágio, dos aproximadamente 60 vizinhos com os que contava a ilha, tão só estavam presentes 25. O resto da povoação se encontrava nas festas do ano novo que se celebravam na costa, nas freguesias ribeiráns de Aguiño e Carreira pelo que a maioria dos que presenciaron o terrível acontecimento eram mulheres e crianças.

As mulheres com a ajuda de as dornas (embarcações tradicionais) iriam em auxílio das vítimas, o que lhes valeria o reconhecimento por parte das autoridades. Foram denominadas as heroínas de Sálvora.

O número total de vítimas foi de 213 pessoas e o de superviventes, 56. Seria a maior tragédia documentada da navegação na Galiza.

Em Ponta Besugueiros estão os restos de a base de uma cruz em memória de um tripulante.

Continuará…

Ler também: Breve aproximação à história de Sálvora (I)

Imaxes:

Vida Gallega

Vivendas caseiros: foto Ksado

Author: Santiago Boado Aguinaga

Santi Boado é licenciado en Historia pola Universidade de Santiago. Investigador, divulgador e redactor. Naturalista vocacional, ten formación en comercialización e información turística, interpretación do patrimonio e educación ambiental. Exerce de guía-intérprete en espazos con valor patrimonial. Tamén é guía acreditado do Parque Nacional marítimo terrestre das Illas Atlánticas de Galicia e membro da Asociación de Guías Acreditados das Illas Atlánticas de Galicia-Agaia, do clube de montaña Pena Trevinca-Montañeiros de Galicia e da Seo-Birdlife.

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