Seguemento das povoações de aves marinhas no Parque Nacional. Resultados de 2018

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Seguemento das povoações de aves marinhas no Parque Nacional. Resultados de 2018

Seguemento das povoações de aves marinhas no Parque Nacional Marítimo e Terrestre das ilhas Atlânticas da Galiza. Resultados de 2018.

Munilla, I. 2018. Seguimento das povoações de aves marinhas no Parque Nacional Marítimo e Terrestre das Ilhas Atlânticas da Galiza: resultados de 2018. Parque Nacional Marítimo e Terrestre das Ilhas Atlânticas da Galiza. Dezembro 2018.

RESUMO

Cormorán (P. aristotelis)

A povoação reprodutora de corvo marinho no Parque Nacional em 2018 estimou-se em 894 casais repartidos em oito colónias principais. Dois terços da povoação do Parque localizam-se no arquipélago de Ons, 25% no arquipélago de Cíes e o 7% restante em Sagres. A colónia mais numerosa é Ons Norte com 465 casais, a metade das estimadas para o conjunto do Parque.
O número de casais censadas representa uma ligeira baixa (-5,3%) com a respeito dos dados de 2017.
Estima do sucesso reprodutor no Parque Nacional em 2018 foi de (média ± deviação #típico): 0,73 ± 0,87 pelos por ninho ( N = 73 ninhos), com diferenças pouco marcadas entre os três arquipélagos: Cíes = 0,60 ± 0,94 pelos por ninho; Ons = 0,77 ± 0,86; Sagres = 0,78 ± 0,85.
A análise de 183 egagrópilas recolhidas durante o período reprodutor nas ilhas Cíes ( N= 57), Ons ( N= 76) e Sagres de Fora ( N= 50) indicam que em 2018 os corvos marinhos do Parque Nacional consumiram maioritariamente quatro grupos de peixes, por esta ordem: lábridos ( Labridae), ( Atherina presbyter), fanecas ( Trisopterus) e lorchos ( Gobiidae).
A represa principal dos corvos marinhos nos três arquipélagos do parque são os lábridos. A frequência de lanzones ( Ammodytidae) na amostra de de Cíes foi muito baixa, o que sugere que as povoações deste peixe perto das ilhas ainda não se recuperaram.
Este ano equiparam-se dois corvos marinhos com equipas de seguimento remoto GPS/ GSM, um na colónia de Ons e outro na de Sagres. Dois terços das 4374 localizações obtidas entre junho e dezembro produziram-se fora das águas do Parque.
O corvo marinho de Sagres moveu-se por uma área de 14,6 km2 entre A Graña, Aguiño e o norte da ilha de Sálvora, com a maior parte das localizações entre Sagres e Aguiño. O corvo marinho de Ons deslocou-se por uma área de 88,7 km2 que vai da ilha de Arousa à de Onza, com a maior parte das observações entre o norte da ilha de Ons e A Lanzada.

Gaivota patiamarela (L. michahellis)

O seguimento interanual do número de territórios aparentemente ocupados nos sectores de censo repartidos pelas colónias do Parque indica uma diminuição da povoação reprodutora de gaivota patiamarela de 7% no que diz respeito à cifras de 2017. A povoação reprodutora há diminuído em todos os sectores excepto em Sálvora, ilha na que a povoação se incrementou em 30%.
O declive anual média para o conjunto de sectores ao longo do período de seguimento (2011-2018) é considerável (-8,7%). Todos os sectores, excepto o das dunas de Cíes, levam perdido entre o 44% e 64% da povoação que se lhes estimou no 2011.
Comparou-se de novo o sucesso reprodutor entre duas parcelas representativas dos principais habitats de criação em Cíes, o cantil de tojo ( Cuadra do porco, 45 territórios) e as dunas ( Muxieiro, 39 territórios). O sucesso reprodutor conjunto foi baixo (média ± deviação #típico = 0,69 ± 0,87 pelos a voar por território), algo superior na duna (0,74 ± 0,93) que no cantil (0,64 ± 0,82).
Em 2018 o incidente da síndrome de parálise foi elevada, se calhar o episódio mais agudo desde 2011. Os dados recolleitos apontam para um brote agudo da doença nas colónias de Sálvora no mês de junho.
A análise da amostra de egagrópilas ( N= 117) indica que as patiamarillas adultas basearam a sua dieta em invertebrados marinhos (frequência de aparecimento= 59,8%). Os tipos de alimento mais representados foram os invertebrados do intermareal (33,3%) e o patexo ( Polybius henslowii) (26,5%). O lixo urbano esteve presente a 22,2% da amostra, e o alimento de habitats terrestres em 12,0%. Os peixes quase não estiveram representados (5,1%). As principais diferenças espaciais entre arquipélagos vêm dadas pelas variações na frequência de aparecimento de patexo, mexillón e lixo.

Gaivota escura (L. fuscus)

Em 2018 a povoação reprodutora de Larus fuscus no Parque foi estimada em 24 casais, duas por cima das estimadas em 2017.
Entre 2011 e 2018 a perda de povoação foi de 45,5%, equivalente ao -8,3% anual.
Em Sálvora encontrou-se o cadáver de um adulto reprodutor com sinais de morrer depois de sofrer parálises. Esta é a primeira evidência de que esta doença afecta à povoação de Larus fuscus do Parque

Gaivón (L. marinus)

A estíma da povoação reprodutora de gavión no ano 2018 é de dois casais uma na ilha Vionta e outra em Sálvora.

Pardela cenicienta (C. diomedea)

Em la colónia de Tropeças, ele principal núcleo reproductor de la espécie nele Parque Nacional, se ocuparam 25 sítios y la población reproductora fue estimada em 18 parejas. Estos valores são semejantes a los registrados ele anho anterior.
Em la última visita a la colónia, ele 23 de octubre, se detectaram 6 sítios ocupados por por los a ponto de volar.
Relacionado
Seguimento das povoações reprodutoras de corvo marinho ( Phalacrocorax aristotelis) e gaivota patiamarilla ( Larus michahellis) do Parque Nacional das Ilhas Atlânticas da Galiza: resultados de 2011. Em Relatório”
Seguimento das povoações de aves marinhas no Parque Nacional Marítimo Terrestre das Ilhas Atlânticas da Galiza: resultados de 2015 e 2016
Em ” Calonectris diomedea”

Imagem destacada: pardela cenicienta ( Calonectris diomedea ) por © Xabier Vázquez Pumariño

Fonte: Mar de Aves

Author: produccion

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